Paideia

O título desta seção relaciona-se, na origem grega, a criança, menino, ensino, exercício, etc… Aqui, portanto, ocorrerá material de interesse a quem estuda, ensina e educa. O conteúdo em breve começará a se delinear.



Lição 1

QUAL O TAMANHO DE SEU MUNDO?

 

Resumo: Após sumária análise do texto,  expõe-se a noção básica de comunicação e de seus elementos; segue-se a diferença entre natureza e cultura, com os termos essenciais que as articulam.

 

1.1 – TEXTO: MUNDO GRANDE, de C.D. de Andrade

 

ORIENTAÇÃO

Na seção Estante, em Antologia, você encontrará o texto; imprima-o, para leitura em ambiente externo ao computador.Durante a leitura, e as necessárias releituras, procure dar resposta a cada uma das questões (Q) da análise.

 

1.2 – ANÁLISE DO TEXTO

Esta atividade (cuja funcionalidade ainda está em teste) requer que você transite para o ambiente Moodle. Para isso, clique no hipervínculo abaixo:

Mundo grande: questões

Após a análise do texto, retorne à leitura nesta página.

1.3 – A COMUNICAÇÃO

No momento em que se pôs a ler o texto de Carlos Drummond de Andrade, você começou a participar do processo de comunicação. Aquilo que constituía uma necessidade do autor ? comunicar-se — adquiriu vida em sua mente. É também uma necessidade sua, porque o ato de ler constitui uma das muitas maneiras de participar do mundo, de viver intensamente nele.

Esse ato esclarece sobre alguns elementos do processo de comunicação. Começando pelo mais próximo, temos o leitor, você, que a teoria da comunicação designa como receptor ou decodificador, em segundo lugar há o texto, que se chama mensagem; para que ela existisse, todavia, era preciso que alguém a escrevesse — o emissor, comunicador ou codificador — Carlos Drummond de Andrade.

Com isso, podemos registrar três instantes em que se desenvolve o processo de comunicação e seus respectivos elementos:

Se, em vez de escrever, o autor tivesse falado, o processo de comunicação seria idêntico. Apenas teria mudado o canal de comunicação, que é o meio pelo qual circula a mensagem. Assim, temos:

LCC_F_05

1.4 – NATUREZA E CULTURA

Pelo texto Mundo grande, vê-se que a vida humana implica o confronto entre o indivíduo e o universo que o rodeia. Este último, no poema, é designado como mundo. Portanto, numa primeira relação, temos o seguinte:

INDIVÍDUO X MUNDO

O indivíduo, por um lado, é uma entidade biológica: tem um corpo, está sujeito às leis naturais, ocupa um lugar no espaço, dispõe de cor, forma, dimensões. Por outro lado, tem uma vida interior, isto é, atividade psíquica: sentimentos, emoções, sensações, conhecimentos, lembranças, desejos, etc.

Em última análise, cada indivíduo tem um lado de dentro a que o poema chama de coração. E é esse coração que nos define, a cada um, como indivíduos, e não apenas nosso corpo, embora seus traços, em grande parte, também sejam individuais.

E o mundo, de que se compõe?

Em primeiro lugar, existe a natureza, constituída por uma enorme variedade de seres ? os minerais, os vegetais e os animais. Neste último grupo está incluído o próprio homem, como ser biológico.

Em segundo lugar, está a cultura, que é o resultado das relações entre o homem e a natureza. A palavra cultura aqui está designando o conjunto de bens materiais ou espirituais elaborados pela humanidade. Fazem parte da cultura os utensílios, as máquinas, os hábitos, os costumes, as instituições sociais — como as leis, por exemplo —, as religiosas, as ciências, as técnicas e as artes.

Os seres culturais se somam aos naturais para formar aquilo que o texto designa como mundo. Temos, portanto, num esquema, as seguintes relações:

LL_1 F06 ppOINT A

Natureza e cultura são as duas faces do mundo. Ambas se reúnem para proporcionar a cada indivíduo, aos grupos de indivíduos e à humanidade inteira as condições e os elementos de que precisam para se manterem. O homem, por sua vez, no corpo dessa relação, modifica a natureza e a própria cultura, altera o mundo no sentido de criar melhores condições de sobrevivência.

Por isso, a comunicação entre os homens é uma necessidade. E a consciência desse fato é que leva o autor a afirmar: preciso de todos.

Isso vale para todos nós, que necessitamos integrar-nos com nossos semelhantes, jamais isolar-nos ou cultivar a permanente solidão. No texto, Drummond declara que antes havia fugido: Na solidão de indivíduo desaprendi a linguagem com que os homens se comunicam. Evoluindo, percebe as consequências de seu afastamento: Só agora descubro como é triste ignorar certas coisas.

Em vista disso, muda seu comportamento e, pressionado pela urgência de comunicar as dores de seu coração, abre-se para o mundo, para seus semelhantes: Por isso gosto tanto de me contar. Por isso me dispo, Por isso me grito, Por isso frequento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias…

Refletindo sobre as afirmações do autor, é importante que observemos que todo o processo de relação com o mundo está profundamente subordinado ao uso da linguagem. É ela que possibilita a cada individuo expressar a sua realidade interior, através de sons, sinais gráficos, gestos etc.

Mas é também a linguagem que lhe dá condições de receber mensagens dos outros homens: daqueles que estão a seu lado, presentes, assim como dos que estão distantes no espaço ou distantes no tempo, de homens vivos e mortos, enfim, de todos aqueles que se expressaram pela linguagem. Por isso é que nem a ciência nem a arte seriam possíveis sem a linguagem.

Num último estágio, portanto, temos:

 LCC_F07 A

1.5 – RELEITURA DOS TEXTOS

Participando do processo de comunicação, você percebe que há algumas mensagens mais fáceis e outras mais difíceis. Por isso, em muitos casos, é importante o método e a repetição de certas operações, pois muitas mensagens exigem releitura, para que os valores culturais que pretendem transmitir sejam realmente assimilados. Faça a releitura dos textos e complete o esquema que segue, servindo-se das palavras que constam nos quadros tracejados: