Questões

Por mais de cinco décadas tenho trabalhado — seja em aula, seja em consultoria individual ou institucional — com alternativas, reflexões e soluções para a expressão de intenções pessoais através da palavra escrita.

Algumas de minhas preferências, presentes ou passadas, aqui se registram: para motivar reflexão ou crítica.

Porque entendo que a língua, como outro qualquer instrumento de pertença e integração ao meio cultural, reflete identidades que se pretendem duradouras e estáveis no mutável espaço-tempo da cultura.

E, em consequência, merece ser pensada e discutida, para que desempenhe com eficácia suas complexas funções, simultaneamente subjetivas e sociais.



Atenção versus atendimento

Havia, pouco tempo atrás, no Parque Farroupilha de Porto Alegre, um Posto de Atenção ao Turista. Nas raras vezes em que olhei para dentro, só vi um funcionário sentado. Mas imaginava que, caso chegasse um turista, certamente ele é que se sentaria e ficaria esperando, indefinidamente… Enquanto o funcionário da prefeitura, atentamente, é claro, apenas olharia ? com o viés simpático e acolhedor próprio dos pampas ? para ele, o turista, e nada mais. Porque o nome do posto declarava que o turista merece atenção. Mas nada falava de atendimento. Alguns meses faz, a denominação passou a ser, mais adequadamente a meu ver, Centro de Informações Turísticas.

Isso introduz uma questão semântica que me surgiu alguns anos faz, quando orientava minha atividade profissional para a consultoria linguística em textos médicos e científicos. Deparei-me, creio que pela primeira vez nas referências bibliográficas (essa a designação na época), com uma expressão que me surpreendeu: atenção ambulatorial.

E a expressão me sugeriu de imediato que quem vai a um ambulatório não quer só atenção; deseja mais do que isso: busca atendimento. Embora andem com frequência juntos no cotidiano, os dois termos têm significados bastante diferentes, por designarem distintas ações: uma, atenção, sensorial e mental, que pode até implicar passividade física; a outra, atendimento, pragmática e corporal, física e ativa. Vejamos um caso hipotético.

Um acidente com vítima – batida de carro em esquina de rua periférica, por exemplo – provoca imediata aglomeração de pessoas que deitam toda sua atenção, pelo olhar, sobre o fato, e ficam apenas nela, na atenção. Se, todavia, aí houver alguém ligado à área médica, ou que se sinta capaz de socorro, avança até os feridos para prestar atendimento, até a chegada dos paramédicos.

E também estes, espera-se, dispensarão efetivo atendimento aos feridos. Para tanto, é claro que irão concentrar também sua atenção no que fazem. Mas, embora ela baste à turba dos curiosos, não é bastante no caso dos profissionais, pois deles se espera também ação de ordem prática, ou seja, atendimento.

Levando adiante a reflexão, note-se que, em português, cada um desses substativos tem correspondente adjetivo e verbo, que definem dois distintos conjuntos, na forma e no sentido em geral:

- atenção está para atento (adj.) e para atentar (v.);

atendimento está para atendido (adj.) e para atender (v.).

O primeiro verbo – nos nexos que tem com o substantivo atenção e com o adjetivo atento  - aponta para ação predominantemente subjetiva, sensorial e intelectual, ou mental.

O segundo, porém, no significado que evoca atendimento e atendido, implica a prática em termos objetivos, físicos, pragmáticos. Vejam-se os exemplos:

1 – O médico ouviu com atenção a história clínica do paciente.

2 – O paciente achou satisfatório o atendimento médico.

Retornando à questão inicial, que foi meu estranhamento diante da expressão atendimento ambulatorial, levou-me ela a uma suspeita. E conduziu-me a um dicionário de inglês, o tradicional Michaelis, cujo verbete, excetuados os exemplos, transcrevo no todo.

attend [at’eend] v. 1. prestar atenção, escutar, observar, atender. 2. cuidar ou tomar conta de, assistir a. 3. desempenhar uma função ou serviço,  encarregar(-se) de servir. 4. ir ou estar a serviço de, visitar (como o faz p. ex.: o médico, enfermeiro, etc.), tratar. 5. estar presente, comparecer, freqüentar (colégio), assistir (a aulas). 6. escoltar, acompanhar. 7. assistir, tomar parte. 8. dedicar-se, aplicar-se (NOVO MICHAELIS. Dicionário ilustrado. 20. ed. São Paulo: Melhoramentos; Wiesbaden: F.A. Brockaus, 1976. V. 1, inglês-português. p. 62).

A análise do verbete, mesmo superficial, revela claramente que a distinção, em português, entre os dois significados, a que correspondem dois verbos, se apaga em inglês. Pois a língua inglesa adota um único verbo para referir ambas as acepções. Evidencia-se isso, no verbete, quando, por exemplo, se comparam os significados de nº 1 e nº 4:

1. prestar atenção, escutar, observar

4. ir ou estar a serviço de, visitar (como o faz p. ex.: o médico, enfermeiro, etc.), tratar.

Enquanto a acepção nº 1 corresponde a atenção-atentar-atento do português, a nº 4 se identifica com atendimento-atender-atendido.

Creio que a explanação acima sugere que falantes de português – por alguma razão, consciente ou inconsciente – fazem confusão no emprego dos vocábulos e acabam trazendo para nossa língua uma impropriedade que não é nossa. E poderá dizer alguém que acabo de usar impropriamente o termo “impropriedade”. Talvez…

Sucede que questões desse tipo costumam ser tratadas no território de linguística e, para alguns, a ela cabe sempre a última palavra. Mas, nestes tempos de interdisciplinaridade, talvez o foco da questão esteja em outro lugar.

Fica a deixa para quem quiser pensar

Porque esse é um dos objetivos do Lógoi, como já dito.

Reprica – conhece essa palavra?

delacroix D
A barca de Dante,
de Eugène  Delacroix.

Viagens e excursões são fontes de lazer, mas também mananciais de saber e vertentes de aprendizagem. Para a vida, é claro! Para esta, mas também para a outra, garantem os admiradores de Dante Alighieri.

Pois, aventurando-se o poeta da Toscana em misterioso trajeto – além de encontrar, muito constrangidos, inúmeros conhecidos florentinos que de há muito não via -, cantou em verso as peripécias do percurso em sua Divina comédia. Só quem lê a sério, porém, entende isso. E a opinião corrente é de que a tal viagem se torna aprazível apenas depois da primeira baldeação. Porque antes disso é um verdadeiro inferno!

Mas ainda sem ir tão longe muito se pode aprender. Pois um pulo deu a Canela uma simpaticíssima leitora. E de lá me enviou, em março deste ano, um fotográfico suvenir documentando a arte nativa exposta no interior da igreja; obra de um criador de primeira linha, nas coisas e no verbal, como se vê.

REPRICAS 2Ante a palavra repricas, desconhecida para mim e, ouso crer, também para o leitor, fico apenas com ela, a segunda obra do artista. Digna de um miniensaio de linguística moderna, ela atesta a variedade e, provavelmente, a permanente mudança que o uso impõe a toda e qualquer língua. E, no caso da nossa, com a educação imperante no brasílico pedaço, quem é que duvida dessa mudança?

Como viciado na tradição linguística, alvitro que nem o criador do termo teve consciência plena do ato de criação, pois, ao lapidar sua joia verbal, subtraiu-lhe já de partida dois brilhos: um, o ortográfico ? pensou réprica, mas criativamente decidiu desacentuá-la ? impondo ao leitor o prazer de se deliciar com a inovação prosódica ? ao pronunciá-la como paroxítona (re\prí\ca). E com isso lá se foi o segundo brilho, o ortoépico, que era seu fulgor auditivo, como diria o Oliver Sacks de Vendo vozes.

Ao confrontar-se, porém, a palavra com os objetos expostos, constata-se que na verdade eles não replicam a igreja, o que felizmente evitou sério problema de física…

Com isso, todavia, a palavra se tornou opaca, porque nua de seu terceiro brilho, o semântico; já que de réplica não se trata.

Porque a noção de réplica, dizem os dicionários, coisa que a etimologia confirma, implica duplicação, pelo menos aproximada na forma e na função, do ser replicado. Na estética, por exemplo, ela designa, a “reprodução ou cópia, exata ou muito próxima da original”, como indica Aurélio; na genética, a réplica de uma molécula de ADN toma “outra molécula idêntica como molde”, explica Houaiss; por isso, adotei o rótulo de arquivo replicado, no ELID, ao expor a importância da adequada denominação dos arquivos para a administração eficaz do disco rígido. Outro caso de réplica é o clone, como sucedeu com a praca cronada de outro artista, este de Frorianópolis. Essa simpática cidade aguarda, para breve, nossa visita, e nela nos vamos exercitar sobre o rotacismo…

Antes da próxima viagem, no entanto, convém resumir: os objetos expostos em Canela não são nem réplicas, nem repricas. Trata-se, felizmente, só de miniaturas.

 

Umite tem cura?

Texto previsto.

Frorianopolis – onde fica?

 

No texto intitulado Reprica prometi que passaríamos por Frorianopolis para conversar sobre o evento de linguagem denominado rotacismo, o qual frequentou a prova do Enade de 2011, para os estudantes de Letras, como tema da questão 12.

O termo rotacismo relaciona-se, quanto à origem, ao nome da letra erre [r] chamada de , em grego, com a forma de um invertido [?]. Consiste ele na troca de uma consoante, mais frequentemente o ele [l], por erre [r] ? sordado em vez de soldado, por exemplo.

Embora todos saibamos que os mapas não registram nenhuma cidade chamada Frorianopolis, esse dado linguístico existe, sim, na cabeça de um bandidinho ignorante – perdão, um suspeito com insuficiente letramento, como possivelmente constaria em documentos oficiais sobre educação, ou sobre sua carência, no Brasil atual.

Pois esse ignorante meliante ? segundo a voz do policial de plantão ? cometeu a imprudência de clonar uma placa e, ao adaptá-la às suas necessidades, assim a exibiu, ao transitar com o veículo:

PRACA

 

Apesar do esforço que o meliante fez para nada criar com as letras e os algarismos maiores, escorregou, para azar seu, dele, nas letras menores e foi surpreendido por policiais que tinham o suficiente letramento para perceberem isso. Esse evento policialesco foi que proporcionou o tema da prova do Enade.

A reflexão sobre o fato pode nos ajudar a recuperar o valor da palavra erro, que convém reinventar.

Cometeu o suspeito algum erro? É óbvio. Mais de um, e não vamos contar todos, nem sublinhar que deles participa sua ignorância da língua. Pois também esta é responsável pelas criações linguísticas, cuja existência não se deve apenas à genialidade dos joões guimarães rosa. Pois entre os criadores de linguagem há também muitos deficientes em letramento, que, se não tivermos medo das palavras, podemos chamar de ignorantes, mesmo sem preconceito; pois o preconceito não está nas palavras, mas na atitude mental e no comportamento de quem as usa.

Quanto à linguagem, o erro do infausto meliante foi simplesmente ter usado a palavra certa ? para ele, é claro – no lugar e na hora errados.

E aí estão indicadas três condições que colaboram para um fato linguístico seja caracterizado como erro: a construção linguística em si mesma, o lugar e a hora em que ela é usada.

Faz algumas décadas que se implantou a moda ? provavelmente inspirada pelo coitadismo, uma espécie de populismo pedagógico ? da inexistência de erro. E não é raro encontrar profissionais sérios, embora distraídos em relação à lógica, que asseguram não haver erro em linguagem. Apesar disso, continua-se a ensinar e a avaliar a aprendizagem, e as pessoas continuam sendo aprovadas ou reprovadas em concursos… Tudo isso escancara a contradição quanto ao erro, que está na hora de ser reinventado.

E ele existe sempre que determinada construção linguística entra em desacordo com o que é esperado na situação concreta de comunicação.

O lugar e a hora são, em princípio, os fatores que definem a situação em que ocorre o ato de comunicação, cuja riqueza de elementos, porém, é variável. O que é erro aqui e agora, pode não ter sido ontem ou em passado mais remoto; o que é erro dito pelo interlocutor A ao B, pode não ser quando o interlocutor B se dirige a C.

O mesmo vale para o rotacismo, que não é evento apenas atual, mas cuja existência se estende ao longo do tempo, uma vez que já se manifestou na evolução do latim vulgar para o português. Um texto clássico sobre a história da língua proporciona alguns exemplos claros (C1989, p. 119-120); à esquerda consta a palavra do latim vulgar e, à direita, o correspondente que resultou em português:

clavicula > cravelha
flaccu > fraco
fluxu > frouxo
floccu > froco
glute > grude
placere > prazer
plaga > praia
platia > praça
plica > prega.

Mas essas trocas, que hoje tendem a ocorrer com usuários de reduzido saber linguístico ou como variedade de algumas regiões, também foram vigentes, no passado, em textos de autores cultos. O termo ingrês ? em vez de inglês, por exemplo ? tem registro em sermões do padre Antônio Vieira e em uma das edições de Os lusíadas, de Camões. Neste, inclusive, há outros, inúmeros outros, exemplos: frauta, sembrante, púbrico, pranta, pruma (em vez, respectivamente, de flauta, semblante, público, planta, pluma) (A1987, p. 46).

Também há registros do rotacismo em outras línguas, como em alguns dialetos do italiano (piemontês, lígure, lombardo antigo, calabrês, etc. (D0549, p.523).

Questão análoga consiste no lambdacismo, fato cuja denominação tem base no nome da letra ele [l] em grego: lambda ? o minúsculo com esta forma ?, e o maiúsculo como a primeira de letra de ?ó??? (Lógoi).

Consiste o lambdacismo na troca de uma consoante por ele [l], como ilustra Cebolinha, a personagem de Maurício de Sousa: quatlocentos por quatrocentos, tlês por três, polquinhos por porquinhos, helóis por heróis, plaia por praia.

CEBOLI_4

Sublinhe-se o senso de propriedade do autor, ao destacar, através das aspas, os termos inadequados ? isto é, errados ? quando, em situações sociais, se espera a forma culta, especialmente de crianças que já assumem seu adequado grau de desenvolvimento no uso da linguagem.

Seu, sua, seus, suas: exemplário

 

A presente matéria complementa outras duas exibidas neste saite:

Angloguesa e Angloguesa-II

Ambas versam sobre o uso do pronome pessoal seu e respectivas variantes, que costumam gerar dificuldades para quem não domina seu emprego em português. Sugere-se que sejam lidas antes do texto abaixo, para melhor esclarecimento das questões que suscitam.

Todos os exemplos foram coletados, de forma aleatória, em saites com alta exposição na internet.

A) Dois casos de ambiguidade

Exemplo 1

Babi diz que namoro com filho de Eike Batista não agradava sua mãe

http://www.uol.com.br.  Em 27/11/2014.

O lógico, na prática, é que o pronome aponte para o antecedente mais próximo, que, no caso, é “Eike Batista”.

Mas neste caso, diante do todo, o leitor hesita: mãe de quem? Porque o enunciado é evidentemente dúbio, ambíguo.

A ambiguidade decorre de o pronome apontar para três antecedentes, o que induz a três possíveis interpretações: a mãe pode ser (1) de “Eike Batista”, (2) do “filho” de Eike Batista e da (3) própria “Babi”.

Presume-se que ― na intenção do enunciador ― o sintagma “sua mãe” se refira à própria “Babi”. Nesse caso, uma alternativa clara do fragmento final seria:

Babi diz [...] não agradava a própria mãe.

Ou, ainda:

Babi diz [...] não agradava a mãe dela.

Exemplo 2

Gio Antonelli fará par com Bruno Gagliasso em novela dirigida pelo seu marido

http://www.globo.com. Em 10/06/2016.

 

Aqui, o sintagma “seu marido” tem dois antecedentes: “Gio Antonelli” e “Bruno Gagliasso”; como este é o mais próximo, induz o leitor a relacionar com ele o pronome.

Para decidir sobre a correta referência do pronome, o leitor deve saber ou adivinhar ― nesta época de confusas homo e heterofobias ― o gênero de “Bruno Gagliasso”. Só assim poderá concluir que o “marido” não é dele, mas de “Gio Antonelli”.

Aí está um exemplo da incapacidade do redator de escolher a alternativa adequada, proporcionada pela língua, para que o ator não acabe ganhando um marido, que não tem.

Evidencia-se que o conhecimento da língua, aliado à atenção, é que deve orientar o bom enunciador para evitar dúvida e confusão.

B) Casos de desnecessidade

Um dos princípios da comunicação verbal implica a economia, a qual consiste no emprego de todas as palavras necessárias, mas, se possível, apenas elas e não mais que elas. Excluem-se casos especiais de ênfase, que fogem ao nosso tema atual.

Por isso, um dos cuidados importantes de quem redige consiste em saber o que cortar, no produção do discurso, para que ele produza os efeitos desejados.

Nos exemplos abaixo, o pronome seu (e possíveis variantes) é absolutamente desnecessário em português, embora talvez não o fosse em inglês… Basta sua eliminação, e acréscimo, quando necessário, do artigo definido adequado.

Vale repetir aqui o ensinamento de Rocha Lima[1], já citado em Angloguesa I: “Suprimir possessivos dispensáveis é dar concisão e elegância ao que se expressa”.

[1] Gramática normativa da língua portuguesa. 15. ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1972. p. 292.

Exemplo 3

Genoino deixa prisão para cumprir o resto de sua pena em casa.

http://www1.folha.uol.com.br. Em 14/08/2013.

É suficiente dizer: … o resto da pena em casa.

Exemplo 4

Janot defende que Genoino fique preso em sua casa.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp. Em 05/06/2014.

É suficiente dizer: …  preso em casa.

Exemplo 5

Eduardo Cunha anuncia sua renúncia à presidência da Câmara

http://www.uol.com.br. Em 07/07/2016.

É suficiente dizer: …  anuncia a renúncia…

Exemplo 6

Sophie Charlotte fala como escolheu ter o seu filho em casa.

http://www.uol.com.br. Em 08/12/2016.

É suficiente dizer: …  ter o filho em casa.

Exemplo 7

Bárbara Evans posa com o seu namorado e mostra boa forma.

http://www.globo.com. Em 11/03/2016.

É suficiente dizer: …  com o namorado...

Exemplo 8

Peru terá hoje suas eleições presidenciais.

http://www.globo.com. Em 09/04/2016.

É suficiente dizer: … terá hoje eleições…

Exemplo 9

Senador e seu filho têm R$ 10,4 mi bloqueados.

http://www.uol.com.br. Em 17/02/2016.

É suficiente dizer: .. Senador e filho

C) Um caso de autocorreção

Exemplo 10

Magrinha, Patrícia Poeta curte festival em SP com o seu filho: ‘Meu grandão’

http://www.globo.com. Em 13/03/2016 ― às 7h 45min

Magrinha, Patrícia Poeta curte festival em SP com o filho adolescente: ‘Meu grandão’

http://www.globo.com. Em 13/03/2016 ― às 10h 41min

Exemplar o crivo adotado pela Globo, que, na mesma manhã e sobre a mesma matéria, estampou dois lides, o segundo corrigindo e melhorando o primeiro.

Se o leitor os comparar, verá que o segundo é superior ao primeiro, tanto quanto à correção como quanto à clareza semântica, inclusive porque acrescenta um contraste enfático entre adolescente x meu grandão.

Isso demonstra que não basta ir escrevendo, mas é necessário buscar qualidade.