Lógoi: Por quê?

A pergunta remete às justificativas do nome do saite, passível de ser visto como pretensioso. Três são essas razões, que merecem explicação.

A primeira envolve o que seja um saite. De início, mero lugar, exígua parcela do ciberespaço que alguém funda para frequentar digitalmente. Por ajustar-se a seu proprietário, o espaço então se converte em ambiente, e este é sempre extensão de quem nele mora. No caso, trata-se de um professor – remanescente de extinta espécie, como o prenome denuncia – que insiste em preservar algo da própria formação em Filosofia e em Letras Clássicas: Português, Latim e Grego; formação consolidada, durante algumas décadas, pela práxis em sala de aula.

A segunda razão, por igual convincente, é de que o título do saite aponte seu futuro conteúdo: textos, na maioria. E o termo «lógoi», plural de «lógos» em grego, tem tudo a ver com isso. Com múltiplas acepções, pode significar, conforme o contexto, «palavra, dito, revelação divina, resposta dum oráculo, máxima, sentença, decisão, resolução, pretexto, argumento, notícia que corre, conversação, relato, matéria de estudo ou conversação, razão, inteligência, senso comum, razão ou motivo de algo, juízo ou opinião. Todos esses sentidos – como espero que o leitor a seu tempo constate – irão marcar a tessitura e as franjas discursivas deste saite.

A última razão decorre da restrição vigente para designações nos domínios da web. Como toda norma impõe limites, e o mundo digital não foge a isso, não foi fácil encontrar um nome simples que, simultaneamente, atendesse aos dois primeiros requisitos. Explica-se e justifica-se, então, a preferência por «lógoi» – pedante ou não.